Com o tema Educar para a Comunicação: testemunhando a fé no ambiente digital, o encontro contou com a fala da doutora em Comunicação e Irmã Paulina, Helena Corazza, e o publicitário sócio da agência Hesed Comunicação, Filipi Peclat. Também participaram o Arcebispo Metropolitano de Niterói, Dom José Francisco Resende, o Bispo-Auxiliar Dom Luiz Antônio Ricci, o coordenador do Setor de Comunicação (SECOM) da Arquidiocese, Padre Ricardo Mota e o coordenador da PasCom Regional Leste 1, o jornalista Adielson Agrelos.

Dom José Francisco, Vice-presidente do Regional Leste 1 e Arcebispo Metropolitano de Niterói, abriu o encontro, com a Oração do Espírito Santo e a Ave-Maria. O Arcebispo utilizou uma passagem do Livro do Deuteronômio, dela destacando: “devemos deixar-nos educar pelo Senhor”. Dom José Francisco lembrou ainda que “Ser justo é ser fiel a Deus, que proporciona liberdade e vida para todos.” E concluiu: “Essa é nossa vocação, nos deixarmos educar pelo Senhor Jesus.”

O Bispo Auxiliar de Niterói, Dom Luiz Ricci, em suas palavras, meditou sobre a frase: “…sou responsável pelo que digo e não pelo que você entende”. Trata-se de uma afirmação extremamente atual, sobretudo quando inserida num contexto marcado pela velocidade da comunicação, por meio da internet e das redes sociais. O que dizemos pode ser interpretado ou entendido de diferentes modos, considerando que cada pessoa é única e carrega em si um universo de valores, fatos, história de vida, etc. Outra frase que pode nos ajudar a entender melhor a primeira, acima citada, é a seguinte: “nós não vemos as coisas como elas são e sim como nós somos”. E concluiu: “… A pergunta que fica é a seguinte: vale a pena falar, escrever e se comunicar? Mesmo correndo riscos de ser mal interpretado? a resposta é sim, estando, é claro, sempre aberto ao debate sadio, sereno e respeitoso.  Vale uma dica: procure não interpretar sem antes discernir, refletir, rezar e pensar que você também pode ser vítima de uma interpretação equivocada ou, o que é pior, marcada pela maldade.”

Segundo Irmã Helena, o avanço digital transforma nossa postura na rede graças à interação e produção de conteúdo disponível a todos. Porém, é preciso discernimento, para manter os valores dentro dessa cultura de mudanças. “Somos a geração dos relacionamentos, mas a geração que só olha para baixo. Precisamos, como nos pede o Papa Francisco, de uma cultura do encontro, que enxerga o outro de verdade, atento ao nosso redor. E isso não é diferente nos meios digitais”.

Para ela, a veracidade, a autenticidade, a escuta, o silêncio, o anúncio, o respeito e a ética são pressupostos para testemunhar a fé no ambiente digital. “Devemos imitar a pedagogia de Cristo no caminho de Emaús, que escutou, partilhou e instruiu, respeitando o que aqueles discípulos levavam consigo, até alcançarem a verdade. Devemos, da mesma forma, buscar fazer o bem hoje; formar uma mentalidade cristã dentro da realidade atual”, enfatizou.

O publicitário Filipi Peclat lembrou que evangelizar é um ato de comunicação, que acontece desde o início do relacionamento entre Deus e o Homem. “O que mudou é que agora a Evangelização acontece através de outros suportes. Questionamos se a Igreja Católica está presente nas mídias digitais e como se dá essa presença, mas nos esquecemos que a primeira presença católica na rede é a nossa presença, pois nós somos a Igreja Católica”.

Nossas ações em casa, na rua, no trabalho, comunicam o que somos e em que acreditamos. E no ambiente digital não é diferente. O que curtimos, compartilhamos, postamos, como nos posicionamos, também vai dar razão (ou não) da nossa fé. O convite, nos propõe Peclat, é mais do que publicar como é bom ser católico, mas dar testemunho da ética cristã, na rede, e em todos os lugares.

Após as apresentações, aconteceu o momento das perguntas e respostas, ocasião em que os palestrantes destacaram o trabalho com as lideranças, a formação e, principalmente, a mobilização em massa, no âmbito do ecumenismo, no trabalho conjunto. E, principalmente, mostrar o Cristo a todos, através das nossas obras de “comunicação”.

   Por Joyce Trindade (Edições Paulinas) e João Dias (Arquidiocese de Niterói)
Fotos: Thiago Maia

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