Meus amados irmãos e irmãs,

pascom helbert finalNa liturgia de hoje, nosso olhar continua a contemplar o grande mistério da encarnação do Filho de DEUS, mas com um particular e profundo olhar para a maternidade Divina da Virgem MARIA.

Na primeira leitura, ouvimos a benção que os antigos sacerdotes costumavam invocar sobre o povo nas grandes festas litúrgicas, em particular na festa do início do ano. Essa benção nos mostra que a salvação é um dom de DEUS. E invocar a benção do Senhor no início do ano é o mesmo que pedir a benção sobre todo o ano que se inicia, e nos colocar sob a proteção Divina já no início do ano. Queremos essa benção, e hoje a recebemos pelas mãos da Mãe de DEUS.

Na segunda leitura de hoje (Gl 4, 4-7), o Apostolo Paulo, de forma discreta, se refere àquela através da qual o Filho de DEUS entra no mundo, a Virgem MARIA. Assim, a Igreja nos convida a iniciarmos o ano nos colocando em Sua proteção, e a seguir sempre a Virgem MARIA.

Caros irmãos e irmãs, a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, é o primeiro e mais fundamental dos títulos de Nossa Senhora. Pois dele decorrem, como consequência, todos os seus demais privilégios. Por ser Mãe de DEUS, Ela foi concebida sem o pecado original, teve sua virgindade preservada, por fim foi assunta ao céu de corpo e alma.

Este título foi proclamado solenemente pelo Concílio de Éfeso, em 431, que combateu a heresia de Nestório. Este herege afirmava que Nossa Senhora seria somente Mãe do homem Jesus, como se no nosso Salvador houvesse duas pessoas, uma humana e outra divina. Mas, em Jesus há um só eu, uma só pessoa, um só sujeito: o Filho eterno do eterno Pai. Ele, sendo de natureza divina, assumiu também a natureza humana, de modo que no ventre da Virgem, Deus-Filho humanizou-se realmente, assumindo o que é humano para salvar o humano.

O concilio de Éfeso expressou assim: “Confessamos que Nosso Senhor Jesus Cristo é Filho Unigênito de Deus, perfeito Deus e perfeito homem, com alma racional e corpo, nascido do Pai antes de todos os séculos, segundo a divindade e, nos últimos tempos, por nós e para a nossa salvação, nascido de Maria Virgem segundo a humanidade; consubstancial ao Pai segundo a divindade e consubstancial a nós segundo a humanidade: assim foi feita a união das duas naturezas. Por isso, confessamos um só Cristo, um só Filho, um só Senhor. Segundo esta união sem confusão, confessamos que a Santa Virgem é Mãe de Deus porque Deus-Verbo se encarnou e se fez homem, e uniu a si, desde o instante de sua concepção, o templo que dela havia tomado”.

A Virgem Santíssima é, pois, verdadeiramente Mãe de Deus-Filho feito homem.

Devemos também dizer, como disse São Gregório Nazianzeno, grande Bispo e doutor da Igreja no século IV: “Nós proclamamos, em sentido absoluto, que a santa Virgem é própria e verdadeiramente Mãe de Deus”.

A Virgem MARIA é também nossa Mãe, e isto não apenas por ter sido entregue à humanidade inteira, cujas vezes fazia S. João aos pés da cruz, mas ainda, e sobretudo, porque pelo batismo nos tornamos membros místicos do Cristo total. Dessa forma podemos cantar também com nossos irmãos orientais, de rito bizantino: “Ó Cristo, que podemos oferecer-vos como dom por vos terdes manifestado sobre a terra na nossa humanidade? Com efeito, cada uma das Vossas criaturas exprime a sua ação de graças, e a Vós traz: os Anjos, o seu cântico; o céu, uma estrela; os Magos, os seus dons; os Pastores, a admiração; a terra, uma gruta; o deserto, uma manjedoura; e nós, uma Virgem Mãe”.

Por termos como Mãe a Virgem Santíssima, devemos nos comprometer a viver os dias do Novo Ano com as mesmas atitudes de Nossa Senhora. E uma atitude importantíssima da Mãe de DEUS, foi a da escuta silenciosa e contemplativa. O Evangelho nos diz que Maria “guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração” (Lc 2,19), ou seja, Ela rezava, meditava tudo à luz de Deus, na presença silenciosa do Senhor, para entender os fatos à luz de DEUS. Somente quem faz assim pode ver sempre Deus em todas as coisas e em todas as circunstâncias.

Por fim, tenhamos claro que neste novo ano que se inicia, haveremos de sorrir e chorar. Que possamos viver, as lágrimas e sorrisos, vitórias e derrotas, abraços e separações à luz do Senhor, do Menino que brilhou como Luz nas nossas trevas e que, Nele, encontremos sempre a paz. Coloquemo-nos como bons filhos na proteção de tão boa Mãe, a Virgem MARIA em cada momento desse ano que se inicia.

Por: Padre João Gabriel Camilo - Vigário  da paróquia Nossa Senhora da Assunção - Cabo Frio - RJ

Foto:  Helbertt Machareth 

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