Aconteceu no dia 21 de outubro, na Paróquia de Nossa Senhora da Assunção, a palestra “Conversando sobre Ideologia de Gênero”,

proferida pelo professor Bernardo Kuster, formado em Administração pela PUC do Paraná, cursou um ano de Política Internacional e Economia Empresarial na UNIFE, Itália e possui especialização em Gestão de Projetos pela FGV. Atua como professor, tradutor, ensaísta e realiza palestras e debates nas áreas de bioética, política, diálogo inter-religioso e apologética cristã.
O professor Bernardo Kuster iniciou a sua palestra descrevendo inúmeros fenômenos relacionados à ideologia de gênero e segundo disse, poderíamos passar a tarde toda aqui, contando tantos outros, mas nós temos que sair dos fenômenos e entrar nas bases, nos fundamentos, porque muita gente tem a impressão de que tudo isso é um movimento natural da sociedade, que depois de muitos milênios nós evoluímos a um ponto tal que chegamos a essa situação, e que estaria na hora de nós rompermos os paradigmas e aceitarmos que as coisas tem que ser assim. Mas, se nós ficarmos no fenômeno, perdemos a oportunidade de compreender de onde veio isso. Por que e como nós chegamos onde chegamos?
Trata-se mesmo de uma ideologia, uma justificativa de ideias que se escondem por trás de um plano político. No livro intitulado “Políticas do Sexo”, Rubin Gayle, nascida em 1949, que foi, talvez, a primeira feminista radical, escreveu: “O sistema sexo gênero precisa ser usado como ação política”. Foi a primeira vez, então, que vemos o movimento feminista agarrando com as duas mãos esse conceito de sexo e gênero. Essa teórica fez a síntese de tudo e nos entregou a teoria ou hipótese de gênero, como nós a vemos hoje.
É preciso, então, que compreendamos as cinco bases que a norteiam, e são essas:
- A primeira base – o comunismo, para determinar o movimento, mas, na verdade, são as pessoas responsáveis pelo início de tudo, Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895);
- A segunda base – o feminismo revolucionário, ou feminismo socialista, que teve o seu ápice na década de 1970/1980;
- A terceira base – os sociólogos ativistas americanos;
- A quarta base – a nova esquerda, que surgiu nos anos vinte nos Estados Unidos da América;
- A quinta base – o primeiro experimento de gênero feito pelo Dr. John Money, em 1960;

A primeira base - O comunismo

O último livro que Karl Marx escreveu, mas morreu antes de concluí-lo, foi finalizado pelo seu principal colaborador e o responsável por difundir as suas ideias e ensinamentos, Friedrich Engels. Neste livro, chamado “A origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”, Karl Marx pegou os estudos no qual o antropólogo inglês L.H. Morgan descreveu sociedades primitivas, muito mal organizadas, onde todo mundo era de todo mundo, todos os homens e todas as mulheres tinham relações sexuais entre si, as crianças não pertenciam a ninguém, não havia matrimônio monogâmico e a família não existia. Então, Marx afirmou: “Antes da criação da propriedade privada, que trouxe o capitalismo e portanto, todas as desigualdades que nós vemos hoje, havia essa sociedade. A família, portanto, é a fonte de opressão, porque o homem, num determinado momento dessa configuração social, pela sua força física e pela potência do seu corpo, domina a mulher; e ele começou a querer que tudo aquilo que ele produzia tivesse que passar para as próximas gerações, só que para isso ele precisava saber de quem era o filho porque ele não queria legar bens e herança para um filho que não era dele. E diz à mulher: “o seu filho é meu, você é minha e você vai legar a minha herança”. Ou seja, para Marx o matrimônio é a fonte do primeiro patrimônio; e seria a fonte de toda a opressão, da dominação do macho sobre a fêmea. Para Marx, todas as instituições que conhecemos hoje, a família, a Igreja, a escola, o Estado, existem para justificar a ideia de posse e por isso precisa ser quebrado. A ideia de posse surge, segundo ele, dentro da família, portanto, diz ele, a família precisa ser dissolvida. Por volta de 1840, o número de proletários era tão grande que Marx acreditava que a revolução iria acontecer naturalmente, mas não aconteceu, e foi Vladmir Lenin quem fez a revolução russa baseado nos escritos de Marx. “Quem espera que o socialismo aconteça sem uma revolução social, e sem a ditadura do proletariado, não é um socialista. A ditadura é poder do Estado baseado na violência” – disse Lenin, que foi o responsável pela insurreição dos proletariados na Rússia, pegaram em armas, mataram o Kzar e dominaram tudo. Fizeram a ditadura do proletariado e depois instauraram na Rússia, até 1989, um banho de sangue que matou mais ou menos sessenta milhões de pessoas, da sua própria população e das populações do entorno.

A segunda base – o feminismo revolucionário

Mais ou menos 80 ou 90 anos depois, surgiu a segunda onda do feminismo. Com o livro chamado “Políticas Sexuais”, Kate Millet, em 1969, defende a sua tese de doutorado e propõe uma releitura de Marx. Ela diz: “Olha, as pessoas não interpretaram muito bem o que ele quis dizer, tudo deu errado porque nós não compreendemos o último pensamento de Marx, o Marx maduro, que dizia que a família é a fonte da opressão. Então nós precisamos dissolver a família e como nós podemos fazer isso? Através de uma coisa chamada Revolução Sexual”. E prossegue – “Uma revolução sexual exigiria, acima de tudo, o fim das inibições dos tabus sexuais. Quais tabus sexuais? Exatamente aqueles que mais ameaçam o casamento monógamo tradicional, a homossexualidade, a ilegitimidade, que são as relações extraconjugais, nós temos que acabar com o tabu das relações sexuais antes do casamento, e nós temos que acabar com o tabu das relações sexuais na adolescência”. Imaginem o quão chocante é uma afirmação como essa em 1969! Um ano depois, outra feminista traça um plano, uma estratégia política declarada para dissolver a família e a propriedade privada, que nos remeteria ao estado primitivo de sociedade. O nome dela é Shulamith Firestone e o seu livro é “A dialética do sexo – um caso para a Revolução Feminista”, que contém as sugestões do Sistema alternativo que ela propõe:
- A liberação das mulheres da tirania da sua biologia reprodutiva (ela chama a gravidez, a capacidade de ser mãe e o ciclo menstrual da mulher de tirania. Aquilo que nós consideramos um dos bens mais preciosos de Deus para a mulher é para Shulamith uma tirania). “Nós temos que fazer isso por todos os meios disponíveis”, diz a autora, que cita a possibilidade de clonagem, de fertilização in vitro, e inclusive, a possibilidade de gerar as crianças em úteros artificiais. “Assim, a criança se desenvolveria fora do útero e nós liberaríamos a mulher da tirania da sua biologia reprodutiva. Nós temos que ampliar essa função reprodutiva e a função educativa, toda a sociedade globalmente considerada. A criança não pode mais pertencer à família, ela tem que pertencer à toda a sociedade, nós temos que inserir a criança na sociedade, tirar essa ideia da população de que a criança faz parte da família”, defende Shulamith Firestone.
Isso, num livro, uma teoria parece muito abstrata, mas uma Procuradora da República do Brasil, chamada Deborah Duprat, num debate com Miguel Nagib, advogado e criador do movimento Escola sem Partido, disse o seguinte: “Nós temos que acabar com essa ideia de que as crianças pertencem às famílias”. Vocês percebem a gravidade? Uma pessoa que faz parte da Procuradoria da República do Brasil, dizendo que nós temos que acabar com a ideia de que as crianças pertencem às famílias. É a estratégia proposta no livro se tornando realidade. Ela diz “Estamos falando de uma mudança radical, libertar as mulheres da sua biologia significa ameaçar a unidade social, que é a família”. E sugere:
- “A total autodeterminação, incluindo a independência econômica tanto das mulheres quanto das crianças... É preciso dar bolsa, subsídios, autonomia, amparo legal para que ela não dependa da família e para que ela dependa do Estado, cada vez mais. É preciso dar autonomia para as crianças, inseri-las cada vez mais na sociedade, muito cedo. É preciso que elas tenham logo o amparo do Estado através da escolarização precoce, e que elas tenham pouca educação dentro de casa. Por isso, precisamos falar de um socialismo feminista”, diz ela, “com isso atacamos a família numa frente dupla, contestando aquilo em torno de que a família está organizada, a reprodução da espécie pelas mulheres e sua consequência, a dependência física das mulheres e das crianças, pela sua fragilidade e por gerarem de crianças em seu ventre”. Para Shulamith, eliminar essas condições já seria o suficiente para destruir a família, que produz a psicologia do poder.
- “A total integração de mulheres e crianças na sociedade. Shulamith Firestone sugere que todas as instituições que segregam os sexos ou separam as crianças dos adultos, tais como as escolas, a legislação, as Igrejas, os grupos, associações, etc... que segregam os sexos ou separam as crianças da idade adulta, devem ser destruídas”. O que ela está dizendo aqui é que nós temos que acabar com a separação, juntar, e inclusive misturar os intervalos, as crianças muito novas tem que frequentar o mesmo ambiente de crianças mais velhas, nós temos que inseriras crianças cada vez mais no mundo dos adultos, para que elas percam a noção do seu estágio de identidade naquele momento; a criança vai ficando sem uma linha central, sem uma âncora. Ela perde a noção da necessidade de ideias fixas, perde a noção de absoluto, perde a noção de referência, vão se tornando relativistas, são incapazes de formar uma opinião.
Quem ama mais os nossos filhos do que nós mesmos? Quem está disposto a dar a vida pelas crianças e buscar o melhor para elas são os pais. E, no entanto, nós temos que aceitar essa ideia sutil, de que as crianças tem que ir logo para a sociedade, enfrentar o mundo legando a educação e a formação delas para pessoas que não têm o comprometimento que nós temos em relação a elas.
E se as distinções culturais entre homens e mulheres; adultos e crianças forem destruídas, não precisaremos mais da repressão sexual que mantém as classes desiguais, sendo pela primeira vez revelada a liberdade sexual natural. Percebam o que ela diz... que o que diferencia um casal é a cultura, não é realidade em si, a biologia, a natureza humana, o que nós cremos e sabemos ser verdade: Ele nos criou diferentes entre si. Para Shulamith essas distinções são apenas culturais, são construções. Se vocês acharam que isso até agora está chocante, nós vamos engrossar um pouco o caldo. Ela ainda diz o seguinte:
- Assim, chegaremos à liberdade sexual para todas as mulheres e crianças. Agora, as mulheres e as crianças podem fazer o que elas desejarem sexualmente, não haverá nenhuma razão para que não seja assim, a liberdade sexual das mulheres irá questionar a paternidade da criança, ameaçando, assim, o patrimônio. Lembram que eu expliquei aquela ideia de Marx, de que o matrimônio gera o primeiro patrimônio? Está aqui. Em nossa Sociedade, a humanidade poderá, finalmente, voltar à sua sexualidade natural, bagunçada, total. Serão permitidas e saciadas todas as formas de sexualidade, até mesmo, as mais sórdidas que vocês puderem imaginar. A mente humana plenamente sexuada vai tornar-se universal, vai aceitar qualquer coisa. E aqui ela termina – “...se a criança escolhesse a relação sexual com adultos, ainda que escolhesse a sua própria mãe, não existiria razão, a priori, para que a mãe rejeitasse as insinuações sexuais da criança, o seu filho, porque o tabu do incesto, e portanto, a pedofilia teriam perdido a sua função.
Quando nós vemos essas supostas exposições de “arte”, olhamos a atitude do homem nu segurando aquelas crianças, nós acreditamos que essas coisas vêm a esmo, mas não. Trata-se de uma estratégia política, acabar com o tabu do incesto, e da pedofilia, obviamente. E que não há problema algum de uma mãe se relacionar com o seu filho sexualmente. Pensa no ponto em que essa gente quer chegar... Pense no tamanho da vileza... Ela acredita que o tabu favorece a revolução sexual; a revolução sexual por sua vez dissolve a família; a família dissoluta acaba de desorganizar a sociedade; e voltar ao estágio primitivo da civilização é acabar com a opressão e desigualdades. Esse é o raciocínio.
Então, a Shulamith Firestone termina dizendo quanto tempo será necessário para que essas mudanças ocorram e quais formas elas tomarão permanecem uma suposição, não sabe quanto tempo isso leva. Nós precisamos somente estabelecer as precondições para uma sexualidade livre, estabelecer as primeiras bases, foi o que ela fez aqui. Então essas foram as duas primeiras bases, Marx com o livro dele, “A origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”, Kate Millet com o manifesto e a Shulamith Firestone com este livro “A dialética dos sexos”.

A terceira base – os sociólogos ativistas americanos

A terceira base, diz o professor Bernardo – essa é mais fácil de entender, foram os sociólogos ativistas americanos, que alteram o modo como a sociologia funcionava. A partir deste senhor chamado Kignsley Davis, a sociologia passou de descritiva a militante. A sociologia não só mais observava as sociedades e grupos humanos, o meio como elas funcionavam, o método, as interações e descrevia o que estava acontecendo, mas passou a também traçar estratégias para alterar essas sociedades que ela analisava. Kignsley Davis trabalhava para uma organização americana chamada Conselho Populacional, criada em 1952, nos EUA, porque no pós-guerra, houve um crescimento populacional muito grande, e os americanos, convencidos por alguns demógrafos, acreditaram que a população iria crescer de tal modo, que os países subdesenvolvidos iriam começar a brigar por água, comida, espaço, lugar para morar, construir, produzir, e isso iria causar guerras de novo. Portanto, era preciso controlar o crescimento populacional. Alguns anos depois, em 1967, o jornal Folha e são Paulo noticiou que essa Organização tornou-se grande promotora do aborto nos EUA, inventaram drogas como o Citotec e Misoprostol, medicamentos abortivos usados até hoje, além de desenvolverem o DIL, dispositivo intrauterino, um anticoncepcional. Segundo a reportagem, o Conselho Populacional, juntamente com a ONU estavam investindo milhões aqui no Brasil, implantando DIL e abrindo clinicas de aborto na Amazônia. A esterilização que praticavam já havia atingido mais de três mil mulheres.
Em 1967, Kignsley Davis publicou na revista “Cience”, um artigo chamado “Políticas Populacionais, os atuais programas terão sucesso?”, onde ele analisa, como sociólogo, as medidas do Conselho Populacional e afirma que tudo estava sendo feito errado, porque os métodos utilizados eram medicinais, através do DIL, de remédios, de esterilização. Você faz isso numa geração, depois você precisa fazer na próxima, e na próxima e na próxima... isso vai dar muito trabalho e vai gastar muito dinheiro. O que é que vocês precisam fazer? Vocês precisam alterar o modo como as pessoas pensam, ou seja, o comportamento. Vocês precisam alterar a estrutura da sociedade e das famílias, para que os indivíduos e principalmente as mulheres queiram ter famílias menores, queiram ter menos filhos. A família é uma praga, a maternidade é um fardo, casar custa muito caro. Nós temos que fortalecer essa ideia, já disseminada, inclusive no meio católico, de que é uma loucura a mulher decidir ficar em casa para cuidar dos filhos e dedicar-se inteiramente a eles. Kingsley Davis, ainda escreveu o livro “Human Society”, onde diz – O estudo da organização social é uma especialização técnica para alterar a motivação de ter filhos, para reduzir a população. É preciso alterar as famílias, alterar o papel das mulheres no mundo do trabalho, alterar as próprias normas sexuais, e não proteger as famílias e as tais normas familiares. Esse homem não é comunista, não tem nada a ver com Marx, ele tinha outro objetivo, que acabou se cruzando com o objetivo das feministas.
Chesterton, o escritor e filósofo inglês, tem um artigo no qual afirma que essa ideia de famílias menores vem à nossa cabeça sob o argumento de que os homens são mais livres do que as mulheres porque eles trabalhavam mais, e tinham mais inserção na sociedade. Mas ele diz no artigo dele que o homem que é um pedreiro não tem liberdade alguma para construir a casa como ele quer, ele não pode decidir fazer uma parede em 90 graus se tinha que fazer em 120 graus; não pode um homem que trabalha na bolsa de valores resolver vender a metade das ações se ele tinha que vender tudo... Ele tem que obedecer o contrato, enquanto que a mulher, que está em casa e não é submetida ao mercado de trabalho, pode fazer o que ela quiser; pode mudar a casa, a cor da casa, cuidar dos filhos dela como ela quiser, cozinhar o que ela quiser, ela pode decidir o arranjo de flor que ela quiser. Então, parece que a versão de liberdade está sendo distorcida e isso tem passado para nós, muito por conta de Kingsley Davis.

A quarta base – a nova esquerda

Com a quarta base vem mais “chumbo grosso - a nova esquerda. Esses fizeram uma revisão dos ensinamentos de Karl Marx. Primeiro, através de karl Korsch, autor do livro Marxismo e Filosofia, onde afirma que Marx foi interpretado de foram errada. Marx dizia que as superestruturas, eram as instituições que existiam para sustentar e justificar a existência da economia de mercado e a propriedade privada. Essas instituições são o mercado de trabalho, as Igrejas, Escolas, as leis, o próprio Estado, e Marx acreditava que todo o edifício das superestruturas iria ruir quando a economia e a propriedade privada fossem destruídas. Contudo, karl Korsch disseque as superestruturas têm uma vida própria, elas têm uma espécie de subsistência, e nós precisamos fazer a revolução ali também, alterar as famílias, alterar o Estado, as leis, os usos, os costumes, as escolas, enfim, tudo. Max Horkheimer, autor da conhecida teoria crítica, em artigo intitulado “Autoridade e Família”, mapeia, segundo as suas interpretações, a instituição familiar e diz que a ideia de autoridade nasce dentro da família. Segundo ele, a criança aprende desde cedo a se submeter ao pai, a se submeter à mãe, aos avós, então, ela vai consolidando dentro de si a ideia da autoridade, que depois vai se consolidando nas instituições. A autoridade que ela aprende na família, vai consolidar a ideia de autoridade na escola, no Estado, na Igreja, nos sindicatos, nos grupos, nas associações de bairro, mas tudo nasce na família. Outro representante da nova esquerda, o pensador francês, Louis Althusser, muito bem quisto pela nova esquerda, autor do livro chamado “Aparelhos ideológicos de Estado” em que ele diz que a família é um aparelho de ideologia do Estado, é uma construção falsa, é uma invenção. Ele disseca as instituições como se fossem um cadáver... Ele fez artigos dedicados à Igreja, mas a família é um componente importante que, segundo ele, sustenta o Estado. Esse autor caiu em desuso depois que matou a esposa e acabou preso, escrevendo um livro contando o que sentia enquanto a matava. Depois, veio mais um representante da nova esquerda, que é Jacques Derrida, que principalmente no livro chamado “Grammatology” desenvolve o que podemos chamar de “desconstrucionismo”, que é essa corrente que acredita que nós podemos importar aquela ideia antiga de Hegel, lembram-se da tese, antítese e síntese? Uma proposta jogada contra o seu contrário, você pode fazer uma síntese entre as duas. Então, ele disse que isso pode ser importado para a linguística, para os discursos, é possível jogar palavras, termos, ideias, contra as outras pessoas e você desconstrói os discursos. Eu vou dar um exemplo, a própria palavra gênero, quando nós a mencionamos as pessoas tem dificuldades de associar à gênero musical, gênero literário, ao gênero da própria língua. Ou quando nós usamos a palavra arco-íris, as pessoas já vão direto associar ao símbolo a bandeira gay, mas antes ela significava a bandeira da paz, usava-se a bandeira do arco-íris escrito “Peace”. O arco-íris significava o pacto de Deus com os homens após o dilúvio, em gênesis 9. A palavra arco-íris tornou-se o símbolo de um movimento contrário ao cristianismo. Como? Jogo de palavras. A própria palavra família, vejam que hoje é muito difícil ouvirmos “a família”, o mundo acaba dizendo “a família tradicional, “a família à moda antiga”, “a família católica”, “a família cristã”, “a família americana”, enquanto que antes família era família. A própria ideia de família já foi relativizada por essa técnica. A ideia de casal, vejam que hoje você precisa dizer, um “casal heterossexual”, “um casal monogâmico”, e a gente cumpre esses discursos, e não percebe que são técnicas de alteração, porque a nossa língua delimita e estrutura o modo como nós pensamos. Aquilo que você não é capaz de expressar na linguagem, você não é capaz de pensar. Tente desenvolver um pensamento sem palavras. Se você quer saber o que é exatamente desenvolver os seus sentimentos sem palavras, assista a um filme antigo, preto e branco, chamado “O milagre de Anne Sullivan”, que é comovente – a história de uma menina cega e surda, que você não pode ensiná-la pela audição, nem pela visão, até que uma enfermeira se dedicou a ensinar aquela menina a falar. Tem uma mensagem muito bonita no final. Por fim, a nova esquerda apresenta Michel Foucalt, um pensador francês, que baseado nos ensinos de Derrida, baseado nas ideias do desconstrucionismo, reduz ou desconsidera toda instituição com um discurso. No livro dele “História da sexualidade, a vontade de saber”, escrito em três volumes, ele escreveu sobre a história da sexualidade, e vejam o que ele fala a respeito da escola, como ele reduz a escola a um discurso, para ele não são as tradições, a necessidade de melhoria da pessoa humana, a necessidade de instrução de emancipação, na idade certa das pessoas. Não, para ele a escola é sustentada por discursos, e ele diz assim – Consideremos os colégios do século XVIII, lá se trata continuamente de sexo, os construtores pensaram nisso e explicitamente”, diz ele – o espaço das salas, a forma das mesas, o arranjo dos pátios de recreio, a distribuição dos dormitórios com ou sem separação, com ou sem cortina, os regulamentos elaborados para vigilância do recolhimento e do sono, tudo fala de maneira mais prolixa da sexualidade das crianças. O que se poderia chamar de discurso interno da instituição. E prossegue – articula-se em grande parte, sobre a constatação de que a sexualidade das crianças existe precoce, ativa e permanente. Está aqui, ou seja, ele reduz tudo a discursos.
Fazendo uma síntese da ideia da nova esquerda, vemos que se todas as instituições são discurso, como disse Foucault, se todos os discursos podem e devem ser destruídos como disse Derrida, se as instituições são aparelhos ideológicos estatais, como disse Louis Althusser, e se as instituições criam a ideia de autoridade, pela família, principalmente, como disse Max Horkheimer, e se a revolução deve acontecer nas superestruturas das instituições, basta reduzir a concepção da biologia humana, da antropologia do homem a um discurso, e você vai desconstruindo essa ideia para, então, fomentar a dissolução da família. Para eles, a revolução deve acontecer por meio dos discursos, por meio das palavras, por meio da linguagem.

A quinta base – o primeiro experimento de gênero feito pelo Dr. John Money

A quinta e última base nos revelam o Dr. John Money, psiquiatra, sexólogo de formação, que nos anos 60 foi o criador do termo gênero, dizendo que, na verdade, a biologia não importa, porque o que vai formar a identidade da criança e o seu comportamento sexual é a criação fornecida pela família. Ele não tinha desenvolvido uma teoria, mas ele tinha essa tese e não tinha nenhum instrumento para poder provar isso. Ele não tinha uma experiência concreta, mas essa oportunidade de realizar a sua experiência surgiu com um menino chamado Brian Reimer. Ele nasceu junto com o seu irmão gêmeo, chamado Bruce, mas o Brian ao ser circuncisado, por um acidente, teve destruído o seu órgão genital. Os pais, sem saber o que fazer, buscaram ajuda do Dr. John Money, que já era muito conhecido na época e perguntaram o que podiam fazer neste caso. Ele viu a oportunidade de testar o seu experimento, e disse – é simples, fazemos uma cirurgia, colocamos um órgão sexual feminino nele, educamos como se fosse uma menina, porque, afinal ser menino ou menina é só uma construção sexual, não tem nada a ver com biologia, segundo ele, e depois, ele nunca vai saber disso, e acabou o problema. Bom, fizeram a tal cirurgia quando ele tinha seis meses, e Brian começou a ser tratado como Brenda, e foi educado assim, pelos pais. Vamos ver um resumo dessa história (que pode ser facilmente encontrada na Internet): Brenda, que era o Brian, se rebelava contra as roupas femininas, já desde os dois anos de idade, e sempre teve o comportamento visivelmente masculino. A mãe tentou suicidar-se várias vezes, tornou-se depressiva e depois morreu. O pai, contou-lhe toda a verdade, aos quatorze anos de idade, e, depois de inúmeras cirurgias, a Brenda reverteu a situação, passou a viver como homem e trocou o seu nome para David. Então, era Brian, passou a Brenda e depois David. Brian, que é David, tentou suicidar-se aos vinte anos de idade e teve uma depressão incurável, sendo abandonado pela esposa. O seu pai tornou-se alcoólatra; o seu irmão tornou-se um drogado inveterado, e acabou por se matar, por causa de toda essa situação; e, por fim, o próprio Brian ou David, aos 38 anos, em dois mil e três, acabou por suicidar-se com um tiro no peito. Este é “sucesso” da primeira experiência de gênero.
Então, resumindo tudo até aqui vemos que Marx e Engels descobriram a origem do problema que, segundo eles, é a família, que é a origem do patrimônio, a origem da opressão, a origem da desigualdade, e até mesmo a origem da propriedade privada; depois, veio o feminismo socialista que nos diz como devemos interpretar corretamente os ditos de Marx, fazendo uma revolução sexual; aí, vieram os sociólogos ativistas, americanos principalmente, e ensinaram que é importante para altera as configurações familiares mexer no comportamento humano, mexer na estrutura social; em seguida, a Nova Esquerda disse que a revolução precisa acontecer nas instituições através dos discursos, na família também, através das palavras; e por fim, veio o Dr. Money que deu o instrumento, o meio para que isso acontecesse ou a ferramenta para executar esse plano.
A Rubin Gayle, naquele artigo que eu mencionei no início da palestra, foi a primeira pessoa a citar a questão de gênero relacionada da política dentro do movimento feminista, só que ela não desenvolveu bem a ideia de desconstrução do discurso, mas ela já detectou que a chave era a questão de gênero, e ela disse assim: “Talvez, o movimento feminista tenha a tarefa de levar adiante, o mesmo tipo de mudança sexual em um sistema do qual Karl Marx tinha apena uma percepção social imperfeita, porque Marx não acreditava que era revolução sexual, mas sim social. Será preciso que alguém escreva uma nova versão do livro “A origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”, diz ela no artigo, considerando que se reconheça a interdependência mútua entre sexualidade, economia e política”.

A síntese de Judith Butler

A pessoa que veio a escrever a nova versão desse livro, chama-se Judith Butler, que escreveu o livro “Problemas de gênero, feminismo e subversão da identidade”. Esse livro tem 27 anos desde a primeira edição, e no Brasil está na 13ª edição. Eu frequento muito livraria e sei que esse livro vende muito, chega e logo sai. Esse livro é muito lido, mas é um livro difícil, é um livro complexo, minucioso e chato, porque ela, a Judith Butler, é muito hábil na construção do seu pensamento. Ela é professora de Retórica na Universidade da Califórnia, e ela consegue articular as palavras de maneira que se você não estiver bem atento vai cair dentro do pântano que ela prepara. A Judith Butler fez essa síntese de Marx, das feministas, dos sociólogos, da nova esquerda e da questão de gênero, no livro “Problemas de gênero, feminismo e subversão da identidade”, que serve de base para tudo o que nós conhecemos hoje como a Ideologia de Gênero. No livro, ela não diz que problema se trata de reduzir a opressão das mulheres, da inclusão dos homossexuais na sociedade, de acabar com o feminicídio, ou com a homofobia, mas diz que se trata de um objetivo político, que fique claro, “objetivo político”! Eis uma coisa relativa a essa questão de gênero que eu vou repetir muitas vezes e se tem uma coisa que precisamos guardar sobre o assunto é: Não se trata apenas de dizer “não é menino ou não é menina”, mas isso é uma ideologia que esconde objetivos políticos por detrás. Nós já vamos ver no final onde eles querem chegar. Em um trechinho do livro (página 24) ela diz: “Se a noção estável de gênero (homem e mulher) dá mostras que não serve mais como uma premissa básica das políticas feministas, talvez um novo tipo de política feminista seja agora desejável para contestar as próprias coisificações das reivindicações de gênero e de identidade”. É o começo do primeiro capítulo do livro, ela está explicando que: “talvez seja agora desejável uma política que torne a construção variável da identidade como um pré-requisito metodológico e normativo, senão como um objetivo político” São as palavras dela, que estão nas páginas 24 e 35 do livro. Para quem não sabe ela é uma comunista declarada e vem lançando livro após livro. Eu estou lendo o livro novo dela, que foi editado aqui no Brasil, chamado “Quadro de Guerra”, e ela já está para lançar outro sobre a subversão da identidade, e não para. Mas o estrago feito por este livro aqui foi monumental. Ela sintetizou tudo e fala da identidade variável, de como a identidade, na verdade, nem sequer pode existir. Chega um trecho do livro em que ela diz que o gênero não é um substantivo, mas também é um conjunto de atributos flutuantes, pois vimos que o seu efeito substantivo é o que ela chama de performatividade e explica o que é isso. Nesse sentido o gênero é sempre um “fake”, uma ação, ainda que não seja obra de sujeito tido como preexistente. Ela está dizendo que não há um sujeito que executa, não há uma identidade, não há um “eu”, ela diz que a própria interpretação que você tem da sua identidade é o seu próprio “eu”, porque você não existe, na verdade. Você é a sua própria identidade que vai acontecer. Ela disse: “É importante considerar a relevância da afirmação de Nietchie, em “A genealogia da moral”, de que não há um ser, ou alguém, por trás do fazer, do realizar, do tornar-se o fazedor, aquele que faz é uma mera ficção, a obra é tudo. Não há identidade de Gênero por trás das expressões de gênero, essa ideia de identidade é uma performatividade”. Vocês entenderam? Não tem ninguém executando, você é aquilo que você faz. Portanto, se não existe gênero, se não existe homem, se não existe mulher, se tudo é uma performartividade, não existem também, homossexuais, porque não existe gênero, não existem também, lésbicas, não existem transexuais, pansexuais, pangênero, agênero, não existe gênero cristalini, não existe gênero tom-boy, tom-girl, fluido, transparente, demi-boy, demi-girl, não existem mais. Ou seja, quando o movimento LGBT defende a questão de gênero eles não percebem que eles estão solapando, minando, aquilo que os sustenta, porque eles estão sendo usados como buchas de canhão por um movimento que é bem maior não está nem aí para eles. Historicamente, o comunismo foi o movimento que mais matou homossexuais no mundo, Stalin matava os homossexuais a rodo, Che Guevara também, mas ao mesmo tempo, eles estavam fomentando isso aqui no Brasil, porque é um meio para um fim político.
Então, quando a gente vê a difusão desse livro, imagina que essa ideia precisa ter um ventilador que a espalhe por todos os lugares, e qual foi o meio de difusão que eles encontraram para alastrar isso pelo mundo inteiro? A ONU! Houve uma conferência da ONU sobre mulheres, em setembro de 1995, portanto cinco anos depois do lançamento do livro, na qual Judith Butler esteve presente, junto com uma série de ativistas, e conseguiram incluir no final a questão de gênero, e não definiram a questão de gênero, de propósito, constituindo nisso o seu sucesso. Através da ONU esse documento chegou em todos os países e a questão de gênero começou a crescer, mas ninguém sabia ainda o que era. Até que veio um documento de 2006, chamado “Princípios de Yogyakarta”, na Indonésia, o qual dizia sobre a Aplicação da Legislação Internacional de Direitos Humanos em relação à Orientação Sexual e Identidade de Gênero, e esse é o primeiro documento que define o que é gênero, o que é identidade de gênero, e diz assim: “Consideramos identidade de gênero, a profundamente sentida experiência interna e individual do gênero de cada pessoa. É uma experiência profundamente sentida, interna e individual, e se ela é profunda, se ela é interna e se ela é individual, existe alguém senão o próprio indivíduo que possa dizer o que ele é ou diz ser é verdade ou não?” Então, segundo esse conceito, se eu digo a vocês nesse exato momento que eu sou uma mulher, quem são vocês para me tratarem como outra coisa, tudo depende do meu discurso, tudo se torna relativo, a identidade torna-se relativa. E eles dizem depois, que os Estados devem tomar depois todas as medidas legislativas, administrativas, de outros tipos, que sejam necessárias para respeitar plenamente e reconhecer legalmente a identidade de gênero auto definidas por cada pessoa. O Estado tem que reconhecer, respeitar, incluir na sua legislação, a mulher dragão, o homem sereia, a mulher gato, o homem cavalo, ou o que quer que seja.
Voltando ao que diz a Rubin Gayle em seu livro a respeito da questão de gênero: “Acho que o movimento feminista deve sonhar com algo maior do que eliminação da opressão das mulheres, este não é mais o objetivo, ela diz que o movimento feminista deve sonhar em eliminar as sexualidades compulsórias obrigatórias e os papéis sexuais, e o sonho que me parece mais cativante é o de uma sociedade andrógena, (e androgenia é quando você não consegue diferenciar esteticamente o homem e a mulher), uma sociedade andrógena e sem gênero, (mas não sem sexo), na qual a anatomia sexual de uma pessoa seja irrelevante”. São muitos os exemplos das confusões que isso vem causando no Brasil hoje. Está no site da Justiça que a Lei Maria da Penha protege homem, mulher transgênero, homossexual e homem gay, porque os Juízes estão usando a identidade de gênero para interpretar as leis; os princípios que a definem já foram usados até pelo STF no Brasil, para justificar a união homossexual; os princípios foram usados pela Secretaria de Educação de São Paulo, para justificar a implantação de banheiros dentro das Escolas. E como isso funciona de ambos os lados, a filha de um falecido militar da Marinha perdeu a pensão a qual tinha direito porque resolveu virar homem e a Marinha cortou a pensão. E quando eu, casado, com filhos, pensando em me aposentar aos 65 anos, digo que sou mulher para me aposentar mais cedo? Ou digo que sou mulher para não ser convocado para uma guerra? E todas as mulheres que se dizem homens vão ter que lutar numa eventual guerra?
A pergunta que vocês devem estar se fazendo é, afinal, qual o objetivo disto? É destruir todo tipo de família? É destruir todas as famílias? Destruir quais famílias? As famílias de quem? Que fique claro, a ideia é destruir a família de vocês, de cada um de vocês, a minha família também. Porque existe gente como o Senhor George Soros que é húngaro e vive nos Estados Unidos. Ele, um multibilionário, gasta milhões de reais, investe pesado no Brasil em ONGs que promovem a Ideologia de Gênero. A fundação do senhor George Soros, chamada “Open Society” financia organizações como o Instituto ANIS, que juntamente com o PSOL é responsável pela Ação no Supremo Tribunal Federal para legalizar o aborto no Brasil, que passa por questões de gênero e financia movimentos feministas. Como é a família do senhor George Soros? É a família mais patriarcal e dinástica que vocês podem imaginar. O seu filho Max foi criado direitinho, é obediente à mãe e ao pai, e está cuidando da “Open Society”. Escuta, e lá essa gente dissolve a família deles? O senhor David Rockfeller que fomenta todas essas coisas e paga toda essa situação no mundo, também tem uma família dinástica, patriarcal, organizada. Porque eles querem nós sejamos trouxas, idiotas, os inaptos, burros, para que nós decidamos dissolver as nossas famílias, para que eles continuem numa boa, mandando em tudo. Porque é muito mais fácil controlar indivíduos atomizados, sem família, do que indivíduos juntos e coesos. A família sempre foi a maior organização contra o Estado, e sempre será. Então o objetivo não é destruir todas as famílias, é destruir a sua e a minha família. Guardem isso! Porque a sociedade desorganizada é muito mais fácil dominar. Existem ciclos de poder, os indivíduos, a família, o Estado e Deus. Eles querem quebrar o vínculo do indivíduo com a família e fazer com que o indivíduo se relacione diretamente com o Estado. Entendem o porquê da lei da palmada? É o dedo do Estado dentro da sua casa. Isso não justifica abusos, obviamente, mas se um filho resolver denunciar o pai, mesmo sem exame de corpo delito, o pai pode ser afastado e a mãe pode ser afastada. Fazem a criança aprender que quem o protege não é a família, mas o Estado. Passam a ideia de que a família é uma fonte de opressão, e assim você quebra a autoridade do pai e da mãe. Essas coisas não são por acaso. Quando o deputado Jean Willis fez um projeto de Lei nº 5002/2013, ele diz que uma criança pode decidir mudar de sexo sem o consentimento dos pais, e o Estado ainda vai pagar isso, porque os pais não sabem o que é bom para os filhos. Na Espanha isso já acontece. Vocês compreenderam qual é o objetivo deles?
A BNCC – Base Nacional Comum Curricular é um jeito que o Governo encontrou de enfiar novamente a questão de gênero no Brasil, sem o consentimento do Congresso Nacional e está para ser aprovada por uma canetada do Ministro da Educação, a não ser que um projeto em trâmite no Congresso Nacional seja aprovado e a sujeite a votação dos deputados e senadores.
O que fazer diante disso? Em primeiro lugar, estudem. Eu vou dar a vocês duas sugestões de livros: O primeiro deles é “Gênero, ferramenta de desconstrução da sociedade”, da editora catequese, no qual há vários artigos e aspectos que contam, detalham e documentam o problema; e o segundo é o livro “Ideologia de Gênero”, do autor argentino Jorge Scala. Depois, Falem a respeito do assunto com todo mundo, transforme-o em conversa de seminário, em conversa de salão de beleza, de botequim, de intervalo de colégio, de Igreja (menos na Missa, é claro), de restaurante, conversem com todo mundo, espalhem isso. Busquem conhecer, pelo menos para entender essas cinco linhas gerais, e ensinar as famílias, principalmente essa questão entre as famílias e o Estado, e essas grandes organizações internacionais. Conversem com os seus filhos a respeito do assunto, cuidem e zelem com carinho da educação deles. Os coloque para praticar artes marciais, tanto menino quanto menina. Não é preciso aceitar as filosofias deles, mas essa atividade cria nas crianças uma disciplina interna, afinal, o domínio sobre o seu próprio corpo vai fazê-la compreender a sua própria identidade.
Sugiro, ainda que vocês se informem e se envolvam, cobrando dos políticos a respeito dos projetos de lei que estão acontecendo, e saibam que o Brasil é o último país de grande porte no mundo que resiste à Ideologia de Gênero.
Portanto, nós temos uma missão, e o dia em que vencermos isso, e nos tornarmos fortes o suficiente para que isso não avance, nos tornaremos um modelo de referência para ensinarmos outros países e as nações vizinhas a combaterem a ideologia de gênero do jeito que deve ser feito.
Obrigado a todos pela atenção, espero o engajamento de todos vocês, e ninguém tem mais a desculpa de que não conhece a história da ideologia de gênero.
Ao final do encontro, o Padre Marcelo sugeriu que todos assistissem no Youtube à série de sete capítulos chamada “Paradoxo da Igualdade”, um vídeo muito interessante de um estudo que foi feito na Noruega, onde o projeto da Ideologia de Gênero foi aplicado, mas demonstra que a ideologia de gênero é constituída de mera teoria e suposição, sem nenhuma investigação ou prova empírica, levando o governo local a cortar as verbas que destinava ao projeto. Depois o padre proferiu a sua bênção final a todos os presentes.

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